A sede do distrito é a cidade de Gurué (ou Gurúè).
É uma região de relevo acidentado, com montanhas importantes como o Monte Namuli (cerca de 2.419 metros), que tem um papel importante não só no clima local, mas também em biodiversidade e turismo.
O nome “Gurué” pode vir da língua Lomwe, podendo significar “porco do mato” (peccary) ou ser o nome de algum chefe local.
Foi fundado pelos portugueses no século XIX.
Um dos motores do desenvolvimento colonial foi o chá: na década de 1930, estabeleceu-se a plantação de chá, que se tornou a principal atividade económica da região.
Empresas como SDZ Chá, Chá Moçambique, Companhia da Zambézia, Chá Gurué, Plantações Manuel Saraiva Junqueiro, entre outras, estabeleceram as plantações de chá e contribuíram para a exportação e para infraestrutura local.
Sob o colonialismo, Gurué era chamada de Vila Junqueiro, em homenagem a Manuel Saraiva Junqueiro, um investidor/empresa envolvida no chá.
Capital do chá em Moçambique: Gurué é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu chá. Nos tempos coloniais, chegou a ser chamada de “a Suíça de Moçambique” pela beleza natural e organização das plantações.
Diversificação agrícola: além do chá, produz café, macadâmia, frutas tropicais e culturas de subsistência (milho, feijão, mandioca), o que garante sustento para milhares de famílias.
O distrito é considerado um dos principais celeiros agrícolas da Zambézia.